Monges buscam novos donos para cães São Bernardo

Monges buscam novos donos para cães São Bernardo

Os cães não são usados para resgates na neve há 50 anos

Monges da casa de abrigo de São Bernardo, nos Alpes Suíços, planejam vender os famosos cães São Bernardo para dedicar mais tempo às pessoas necessitadas.

As habilidades de 18 cães, conhecidos por salvar ví­timas de avalanches de neve, há muito foram dispensadas pelo uso de helicópteros e equipamento de localização por calor.

Mas os novos donos tem de prometer levar os cães de volta a cada ano.

O abrigo, dirigido por monges agostinianos, funciona em um monastério fundado por São Bernardo de Montjou em 1050 e fica a uma altitude de 2.438 metros.

Os cachorros pesam em média 64 kg, têm olhos mimosos e são acostumados a longas caminhadas nos Alpes Suíços. Muitos deles trazem um tradicional barril na coleira.

O primeiro registro do uso de cães do monastério para resgate data de 1703.

O famoso barrilzinho de conhaque pendurado na coleira do cão São Bernardo seria uma lenda inventada por contadores de estórias.

Os cães enormes e enrugados teriam salvo a vida de cerca de 2.500 viajantes nos últimos séculos - mas eles não desempenharam este papel nos últimos 50 anos.

Ao invés disso, os famosos cães continuaram sendo um sí­mbolo do monastério e são populares entre turistas que o visitam nos meses de verão.

Mas o irmão Frederico, do monastério, disse que o cuidado aos cães exige tempo e energia.

"Agora somos apenas quatro monges", disse ele à agência de notícias Reuters.

Os cães não passam mais o inverno nas montanhas e ficam aos cuidados de pessoas empregadas pelos monges em uma cidade próxima.

A Associação Suíça de São Bernardo disse que a venda dos animais significa apenas que seu dono muda.

Uma das condições para a venda é que os novos donos levem os cães para o monastério no verão.

Fonte: BBC Brasil.com

08 de outubro, 2004

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